Um amor: mermaid hair

Fui uma adolescente bem tranquila no quesito ‘cagadas capilares’. Enquanto várias amigas passavam papel crepom e descolorante nas madeixas, eu cultivava longas mechas castanhas naturais. Sem cor, sem chapinha, sem química… e sem graça. Nada contra essa “normalidade”, mas eu nunca me senti muito normal, pelo menos não nesse nível.

O look basiquinho me acompanhou até a chegada da maioridade, afinal existia, sim, uma enorme pressão familiar para ser “normal”. Aos dezoito anos não conquistei muitas coisas, mas consegui a alforria dos meus fios. Fiz franja, pintei de perto azulado, fiz trancinhas nagô na raiz, raspei a nuca, descolori mechas e puxei o tom avermelhado. Liberta e feliz, enfim.

Mas, sempre ficou o drama de não ter abusado das cores. Passei pelo preto e vermelho de caixinha que sai quando lava, e só. Os tons clarinhos, aquele azul ou verde meio desbotados que sempre amei nunca tiveram uma chance. Ficou esse sonho do mermaid hair.

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E, agora, com os trinta batendo na porta, me pergunto se é tarde demais… Posso ser adolescente ainda, por fora? Me sentirei bem? Saberei cuidar e terei paciência para deixar o cabelo “apresentável”? Cabelo podrinho fake é uma coisa, cabelo podrinho de falta de cuidados não dá.

Ó dúvida.

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